A Gestão da Água é Crítica Para Garantir a Segurança Alimentar

A Gestão da Água é Crítica Para Garantir a Segurança Alimentar

Os recursos de água doce disponíveis por pessoa no mundo diminuíram mais de 20% nas últimas duas décadas. O dado está no mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado em novembro de 2020.

O documento The State of Food and Agriculture 2020 aponta que “melhorar a gestão da água, apoiada por uma governança eficaz e instituições fortes, incluindo a segurança da posse e direitos, será crítica para garantir a segurança alimentar e nutricional globalmente”.

Além disso, cerca de 2,2 bilhões de pessoas no planeta têm dificuldade de acesso à água potável e 4,2 bilhões não têm saneamento adequado. Com os impactos das mudanças climáticas previstos até 2050, entre 3,5 bilhões e 4 bilhões de pessoas viverão com acesso limitado à água, sendo que mais de 1 bilhão devem morar em cidades.

Apenas 3% da água do mundo é doce, mas somente metade está acessível (o restante é parte de geleiras e aquíferos inacessíveis). Já o território brasileiro concentra 12% da água doce do mundo. Como é a mesma quantidade de água que circula continuamente pelo planeta, a importância do tratamento é cada vez maior. Pelos dados da ONU, 80% das águas residuais não recebem tratamento antes de serem devolvidas ao meio ambiente.

Saiba mais em:  The State of Food and Agriculture 2020 

Fonte: FAPESP e FAO

Fonte imagem: FAO

Água de Reúso Ingressa na Pauta Política

Água de Reúso Ingressa na Pauta Política

Torneiras secas, enormes perdas de água tratada, reservatórios de água em situação crítica, escassez de chuvas, mudanças climáticas globais e o grande consumo de água por populações e indústrias de todo o mundo. Por causa de tudo isso, o tema aproveitamento da água de reúso está entrando na pauta de prioridades da sociedade brasileira. Com certo atraso, é bem verdade…

O fato é que, nos tempos recentes, o interesse e os debates sobre a fonte hídrica alternativa vêm despontando com mais frequência. E neste ano de eleições municipais pelo país, o assunto foi destacado em planos de governos de vários candidatos a prefeito como uma das medidas prioritárias para tornar suas cidades mais sustentáveis e inteligentes.

Em Piracicaba, município do interior paulista de economia bastante diversificada, que possui um polo industrial desenvolvido e com uma forte vocação para o setor sucroalcooleiro, 9 dos 12 candidatos que no 1º turno disputaram a cadeira de chefe do Poder Executivo – para o quadriênio 2021/2024 – citaram ações de captação e reúso de água em suas propostas de governo.

O tema foi alvo de uma matéria publicada no site G1 Piracicaba e Região:

https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/eleicoes/2020/noticia/2020/11/02/nove-dos-12-candidatos-a-prefeito-de-piracicaba-abordam-captacao-e-reuso-de-agua-em-seus-planos.ghtml

Vale observar que a cidade de Piracicaba – onde está instalado o Grupo FUSATI – viveu uma de suas maiores crises hídricas no ano de 2014. Na época, o famoso rio Piracicaba agonizou e praticamente secou devido à estiagem que atingiu todo o Estado de São Paulo. Naquele período, o manancial que é o grande orgulho da cidade – ao lado do glorioso XV de Piracicaba – registrou o impressionante e assustador nível de água de apenas 91 centímetros.

Durante a eleição municipal de 2020, outras cidades brasileiras como São Paulo, Curitiba e Balneário Camburiú, entre tantas, também apresentaram candidatos que listaram a água de reúso em seus projetos de governo, sinalizando que o tema deve ser incluído nas políticas públicas, urgentemente. 

Programa de Incentivo ao Reúso de Águas

Vale observar que, recentemente, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Programa Estadual de Reúso de Efluentes das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) para fins industriais (Lei Nº 9.043, de 2 de outubro de 2020). Entre as justificativas para a criação da nova legislação estão a necessidade de atender a demanda das grandes metrópoles e atenuar o problema da escassez de água.

A nova lei fluminense estabelece incentivos para a implementação de programas de reúso de água. Por exemplo, empresas públicas estaduais e municipais poderão receber aportes financeiros do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam) para projetos de águas residuais.

E no caso das companhias do setor privado, elas poderão converter o valor investido em sistemas de reutilização de efluentes em crédito tributário, em proporção a ser definida pela Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ).

Outro aspecto da Lei Nº 9.043 é que “serão incluídas, nas Licenças Ambientais para grandes empresas potencialmente poluidoras, condicionantes, que obriguem a reutilização de porcentagem de efluentes de ETEs, quando dentro do padrão técnico viável, como água de reúso para fim industrial na própria empresa”.

Link para acessar a Lei Nº 9.043:

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/oracle/webcenter/portalapp/pages/navigation-renderer.jspx?_afrLoop=9090591506725699&datasource=UCMServer%23dDocName%3AWCC42000012145&_adf.ctrl-state=z2wni692r_9

Por Que a Água de Reúso é Importante?

Hoje, as fontes de água doce disponíveis na natureza estão sobrecarregadas com a gigantesca tarefa de atender as necessidades de quase 8 bilhões de habitantes da Terra e a demanda hídrica da atividade industrial global. E as mudanças climáticas em curso – que estão produzindo eventos extremos – têm piorado a situação dos mananciais e suas capacidades de abastecimento.    

Assim, tornou-se imprescindível a economia e o uso racional dos recursos hídricos. É preciso poupar água, preservar os mananciais e incentivar práticas sustentáveis que contribuam com a economia circular.

A água de reúso é, sem dúvida, uma alternativa para tornar nossas cidades mais “verdes” e menos geradoras de impactos ambientais. De agora em diante, a água de reúso será um instrumento de gestão indispensável para os municípios e comunidades em geral.

FUSATI, Uma Empresa Ligada ao Tratamento da Água

As empresas do Grupo FUSATI – a FUSATI Filtros e a FUSATI Ambiental – desenvolvem projetos e soluções que atuam em todo o ciclo da água. A ampla e sortida gama de produtos e serviços das duas empresas atendem demandas residenciais, comerciais, industriais e de gestões públicas. Sempre com tecnologia, segurança, alta performance e a qualidade comprovada da patente FUSATI.

Tratamento de Água para a Riber KWS Sementes em Patos de Minas – MG

As Possibilidades da Água de Reúso

Embora não seja potável, a água de reúso – aquela residual porém devidamente tratada, proveniente de atividades humanas, industriais ou da chuva – tem múltipla utilidade em rotinas de fábricas, condomínios, hotéis, hospitais e indústrias em geral.

A água de reúso pode ser empregada, por exemplo, no resfriamento de torres, caldeiras, na descarga de sanitários, no combate a incêndios, na irrigação de áreas verdes e jardins, na lavagem de veículos, pisos e áreas externas, na construção civil e na limpeza de áreas e vias públicas.  

Qualidade no Tratamento de Águas Residuais

A FUSATI Ambiental é uma divisão criada em 2007, especializada em projetos e instalações de soluções de tratamento de água, esgoto doméstico, efluentes líquidos industriais e de reúso de água.

A linha de soluções ambientais da FUSATI inclui sistemas de alta performance como Estações de Tratamento de Água (ETA), Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e Estações de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEI).

ETA e Reuso de Efluente Industrial
ETA e Reúso de Efluente Industrial

Eficientes e funcionais, essas unidades são estações que podem ter diferentes configurações, já que são compactas e modulares e oferecem a possibilidade de serem customizadas e/ou integradas. Todas, contudo, geram a valiosa água de reúso e são construídas de acordo com as necessidades do contratante – espaço físico disponível, tipo de água a ser tratada, volume aquoso e outras especificidades.  

A credibilidade, a tecnologia e a confiança da marca FUSATI estão presentes em todos os sistemas de tratamento de água bruta, residual, efluentes industriais e de geração de água de reúso que a empresa desenvolve e comercializa há duas décadas.

Conheça as vantagens operacionais, ganhos ambientais e possibilidades de economia que os equipamentos da FUSATI podem proporcionar à sua empresa. E junte-se à nossa carteira de clientes satisfeitos que inclui indústrias, municípios, hotéis, condomínios, construtoras, incorporadoras imobiliárias, clubes, shoppings, restaurantes, escolas, universidades, agentes do agronegócio e outras empresas de segmentos variados.

Consulte a FUSATI Ambiental

E-mail: [email protected]

Telefone: (19) 3301-6666

WhatsApp: (19) 99608-0239

O Custo da Água no Brasil

O Custo da Água no Brasil

A cobrança pelo uso da água é um assunto que gera muitos debates, controvérsias e polêmicas no Brasil. Afinal, não é tarefa simples estabelecer um preço justo para o recurso natural essencial para a vida humana, outros seres vivos e para a atividade econômica. Mas você sabia que a cobrança pela utilização da água no país se dá de duas formas?

A tradicional conta de água, que todo mês desembarca na casa dos brasileiros, é a forma mais conhecida. Aqui, estamos falando da fatura referente ao consumo de água fornecida por redes públicas de distribuição, que geralmente também incorpora os serviços de esgoto.  

A outra modalidade de tarifação – que é prevista pela Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei Nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997) – é estabelecida pela União e diz respeito à “Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos”. É um valor cobrado de usuários de água como empresas de saneamento, indústrias e mineradoras pela utilização do recurso captado de rios e outros mananciais das bacias hidrográficas do país.

Por Que Cobrar o Uso de Um Bem Público?

A cobrança pelo uso de águas de domínio da União (rios e recursos hídricos subterrâneos) é uma responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

A Agência estabelece os valores de captação de água bruta no território de seis bacias: Paraíba do Sul; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); São Francisco; Doce; Paranaíba; e Verde Grande.

A Lei Nº 9.433, que é popularmente conhecida como “Lei das Águas”, justifica que a cobrança da água nessas bacias se dá por causa de três objetivos:

  1. dar ao usuário uma indicação do real valor da água;
  2. incentivar o uso racional da água;
  3. obter recursos financeiros para recuperação das bacias hidrográficas do país.

A ANA explica que a cobrança pelo uso dos recursos hídricos do país “não é um imposto, mas uma remuneração pelo uso de um bem público, cujo preço é fixado a partir da participação dos usuários da água, da sociedade civil e do poder público no âmbito dos Comitês de Bacia HidrográficaCBHs”.

Rio São Francisco (MG)
Zig Koch / Banco de Imagens ANA
Rio São Francisco (MG)
Zig Koch / Banco de Imagens ANA

E a Definição das Tarifas para o Consumidor?

Quanto você acha que deveria custar um litro de água tratada? Essa é outra pergunta complicada e de resposta para lá de complexa.

Isso porque as tarifas de água no Brasil variam conforme a região, o Estado, os reajustes dos valores da cobrança pelo uso de água (definidos pela ANA para as seis bacias de domínio da União), a disponibilidade de água, os custos da empresa que realiza a captação, o tratamento e a distribuição da água e outros fatores específicos. 

Custo do Tratamento de Água no Brasil

O recém divulgado estudo Contas Econômicas Ambientais da Água (CEAA): Brasil 2013-2017 revelou importantes parâmetros hídricos do Brasil quanto à disponibilidade, oferta, consumo e os custos de água de distribuição e serviços de esgoto.

Realizado por meio de uma parceria entre a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento compilou resultados nacionais das cinco regiões – Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste – com indicadores físicos e monetários sobre a oferta e a demanda de água no Brasil, pelas atividades econômicas e pelas famílias.

De acordo com dados desse raio-X hídrico do país, as tarifas de água para o consumidor brasileiro podem ter variações de até 245%.

Essa diferença é verificada na comparação entre as tarifas cobradas na região Centro-Oeste (que possui o maior custo de serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto, equivalente a R$ 4,71 por metro cúbico/m3 ou 1.000 litros) e na região Norte, que apresenta o menor valor, de R$ 1,92 por m3.

Considerando as cinco regiões, a tarifa média de água registrada no país é de R$ 3,06/m3.

Custo da Água e de Serviços de Esgoto por Região

RegiãoValor (R$/m3)
Norte1,92
Nordeste2,13
Sudeste3,17
Sul3,80
Centro-Oeste4,71
Fontes: IBGE e ANA

Consumo de Água por Habitante

A média brasileira de consumo de água por dia por cada habitante é de 116 litros, informa o CEAA.

Entre as cinco regiões brasileiras, a Sudeste é aquela que registra o maior consumo de água per capita diário (143 litros/habitante/dia), seguida das regiões Sul (121 litros/h/d) e Centro-Oeste (114 litros/h/d). Na região Norte o consumo diário por cidadão é de 84 litros e em último lugar fica o Nordeste, com 83 litros/dia por habitante.

Quanto ao índice de esgoto coletado (em relação ao volume de água usado pela população) o ranking nacional também traz a região Sudeste na liderança, com 71%. Depois surgem Sul e Centro-Oeste (ambas com 54%), Nordeste (38%) e Norte (14%).

Saiba Mais!

  • Cada brasileiro consome, em média, cerca de 116 litros de água por dia
  •  Em 2017, a retirada total de água no país foi de 3,7 milhões de hectômetros/hm³ (3,7 quatrilhões de litros)
  • O valor para a produção de água de distribuição e serviços de esgoto, em 2017, foi de R$ 56,5 bilhões
  • O consumo total de água no Brasil (menos a que retorna para o meio ambiente) foi de 329,8 trilhões de litros em 2017
Como Tratar Efluentes?

Como Tratar Efluentes?

Como o recurso mais importante da natureza, a água precisa ser preservada e conservada. Entre as medidas de controle da poluição, temos o tratamento de efluentes, que é o tratamento do conjunto de resíduos líquidos produzidos pelo homem, como o esgoto doméstico e os efluentes industriais. Se não tratados, podem causar graves problemas ambientais, mas, Como tratar efluentes?

Obra Wetland Estação de Tratamento de Efluentes Piracicaba 130 Litros por Segundo
Obra Wetland Estação de Tratamento de Efluentes da Cidade de Piracicaba: 130 Litros por Segundo
Estação de Tratamento de Efluente Industrial
Estação de tratamento de água de reuso FUSATI Indústria Alimentícia

O tratamento adequado para cada tipo de efluente depende dos elementos presentes. O indicado é uma análise de amostras coletadas para identificação de diversos parâmetros que vão determinar qual a melhor forma de tratamento.

A necessidade e volume de água de cada empresa são fundamentais no diagnóstico do melhor sistema de filtragem de água que permitirá a redução de custos.

A FUSATI Ambiental projeta sistemas de tratamento que melhor se adaptam a necessidade do cliente, propiciando grandes economias.

Especializada em gerenciamento de projetos para filtros centrais em residências e indústrias, construção e operação de sistemas de tratamento de água, esgoto domésticos e efluentes gasosos e líquidos industriais, utiliza processos físico-químicos e biológicos.

  • Tratamento de águas e efluentes com tecnologias e sistemas selecionados;
  • Estações de tratamento de água, efluentes industriais e sanitários com projetos de engenharia básica e detalhada;
  • Áreas de tratamento de água e efluentes com planejamento de obras;
  • Construção e montagem de ETAs e ETEs supervisionados.

A FUSATI Ambiental trabalha com soluções personalizadas e totalmente alinhadas a exigências legais.

Entre em contato pelo e-mail [email protected], pelo WhatsApp (19) 99608-0239 ou pelo telefone (19) 3301-6666 para auxiliarmos sua empresa.

O Uso Sustentável Da Água Para o Bem Comum

O Uso Sustentável Da Água Para o Bem Comum

Antes da crise hídrica de 2014, que afetou severamente o Estado de São Paulo, assuntos como o Sistema Cantareira e o Aquífero Guarani passavam bem longe das preocupações e conversas dos cidadãos. Simplesmente não faziam parte do repertório popular. Mas quando as torneiras secaram, e o desabastecimento de água entrou definitivamente na vida das pessoas, esses e outros temas saltaram para o topo das relevâncias sociais, políticas e econômicas.  

Durante o colapso, o Sistema Cantareira, megareservatório responsável pelo abastecimento de uma população de 8,8 milhões de habitantes na Grande São Paulo, atingiu alarmantes e persistentes níveis mínimos de água. No desespero, foi necessário até recorrer ao chamado “volume morto”. O Cantareira quase secou e gerou pânico entre a população. Especialistas do setor hídrico e gestores políticos – também passaram a temer a escassez de votos a seu favor em pleitos futuros.

Concomitantemente, o gigante subterrâneo Aquífero Guarani – cuja área territorial de 1,2 milhão de quilômetros quadrados (km²) transpassa parte do subsolo do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – emergiu como uma possível alternativa para aliviar o estresse do rio Piracicaba, um dos mananciais que abastece o Sistema Cantareira. A possibilidade foi levantada num projeto geológico elaborado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Para a captação de água do aquífero (que, aliás, já abastece algumas cidades brasileiras) seriam construídos poços artesianos no município de Itirapina (SP).  

No resumo daquela grave estiagem paulista, descobriu-se que ao longo de décadas o país não investiu em infraestrutura, em estratégias/tecnologias para evitar momentos críticos como aquele e muito menos em campanhas educativas sobre o uso racional da água. Ficou explícita a falta de informação da sociedade quanto à importância e ao uso consciente da água.  

Em análise panorâmica, hoje, sabe-se que as alterações climáticas em curso em todo o planeta, o desperdício desenfreado e o crescente aumento de sua demanda – em função da expansão demográfica global e da necessidade de setores como a agricultura e a indústria -, potencializaram drasticamente o consumo de água nas últimas décadas.  

Também há o pensamento uníssono de que o uso sustentável da água, visando garantir sua perpetuação para as gerações futuras, está intimamente relacionado a três frentes: a estatal, que necessita elaborar mais e mais políticas públicas acerca do valor deste recurso hídrico e sua finitude; a social, na qual deve haver a conscientização de uma parcela razoável da população (principalmente aquela que ainda “varre” a garagem com o esguicho, em substituição à vassoura); e a econômica, onde deve haver o engajamento responsável de empresas e companhias que dependem da água em suas rotinas industriais.

Responsabilidade hídrica do setor industrial

No âmbito industrial, a responsabilidade quanto ao manejo da água se manifesta, principalmente, no modo como as fábricas realizam a descarga de seus efluentes industriais em redes de esgotos ou cursos d’água: se devidamente tratados ou sem critérios, de maneira arbitrária e poluente.

Quanto àquelas enquadradas na segunda opção, a decisão dos empresários está na preservação da natureza e atendimento às legislações ambientais, com a instalação de unidades próprias de tratamento de rejeitos líquidos industriais. 

O Grupo FUSATI, por meio de sua divisão FUSATI Ambiental, atende uma boa parcela de clientes corporativos com essa visão estratégica que, trocando em miúdos, na gestão de seus negócios concilia duas coisas: produtividade/ganhos e equilíbrio ecológico/manutenção de biomas.

Norteada por esse binômio, a FUSATI Ambiental desenvolve eficientes projetos compactos de Estações Compactas de Tratamento de Efluentes Industriais que atendem necessidades específicas das mais diversas plantas fabris. Para tais, produz e implanta unidades de alta tecnologia que levam em conta especificidades do processo industrial, dos diferentes tipos de resíduos e de águas que abastecem essas companhias.  

No catálogo de soluções da FUSATI Ambiental também há a oferta de projetos que, simultaneamente, cuidam do tratamento de resíduos e do esgotamento sanitário – são as chamadas Estações de Efluentes e Esgotos Industriais.

Outros dispositivos projetados pela FUSATI Ambiental são as Estações de Tratamento de Água (ETA) e de Reúso de Efluentes Industriais. Com essas unidades, o manejo e os cuidados com a água são garantidos desde a sua coleta (junto à rede pública de abastecimento) até a sua reutilização pós-processo industrial. 

A propósito, o Dia Mundial da Água (22 de março) – data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) – foi celebrado recentemente, com o mais que oportuno tema “Água e Mudança Climática”. Neste ano, contudo, de maneira mais ofuscada devido ao protagonismo da pandemia do coronavírus (Covid-19).

As alterações climáticas e o atual cenário de risco à biossegurança da população mundial justificam, cada vez mais, que as discussões, pesquisas e ações em prol da conservação da água não podem parar. Nesse sentido, é bom destacar que as soluções empresariais da FUSATI Ambiental estão afinadas neste mesmo diapasão, valorizando a importância da água, respeitando questões sanitárias e obedecendo à risca legislações ambientais vigentes.

Estado de São Paulo moderniza normas para consumo de água de reúso

Estado de São Paulo moderniza normas para consumo de água de reúso

Os secretários de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente e de Saúde, Marcos Penido e José Henrique Germann Ferreira, assinaram nesta quinta-feira (13) uma resolução conjunta que incentiva a sustentabilidade em São Paulo, por meio da reutilização de água não potável.

O documento moderniza uma resolução de 2017 sobre o reúso, para fins urbanos, de água proveniente de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) Sanitário. A resolução foi formatada em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e a Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde.

“Existe uma mudança de mentalidade que estamos passando e todos entendem a importância dessa água dentro de uma economia circular”, comentou Marcos Penido. A nova resolução atualiza principalmente alguns padrões de qualidade, frequência de análise, categoria e formato dos adesivos para sinalização.

“Há uma interface muito grande entre o saneamento com saúde e esse é só o começo de um grande trabalho”, disse José Henrique Germann Ferreira. A água de reúso para fins urbanos abrange exclusivamente as modalidades de irrigação paisagística; lavagem de logradouros, espaços públicos e privados; construção civil; desobstrução de galerias de água pluvial, rede de esgotos; lavagem de veículos e combate a incêndio.

Licenciamento para Água de Reúso

O produtor de água de reúso deve submeter a solicitação previamente à Estação ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) para avaliação quanto à disponibilidade dos recursos hídricos. Também é preciso obter, junto à Cetesb, o licenciamento da atividade e parecer técnico, bem como à Vigilância Sanitária Municipal, para licenciamento no Sistema Estadual de Vigilância Sanitária.

“Estamos aprimorando a primeira resolução do Brasil sobre qualidade da utilização da água de reúso”, frisou a assessora da presidência da Sabesp, Monica Porto. Atualmente, é permitida a comercialização da água de reúso das ETEs operadas por empresas públicas ou privadas que tratam esgotos sanitários, excluindo aquelas implantadas por estabelecimentos comerciais e industriais.

“A crise hídrica trouxe um novo olhar para o tema. Existe uma necessidade cada vez maior para o uso da água de reúso garantindo a qualidade da saúde e a segurança hídrica para a população”, explicou o superintendente de Tratamento de Esgotos da Sabesp, Nivaldo Rodrigues.

Também participaram do evento o secretário-executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Luiz Ricardo Santoro; o diretor da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), Renato Rossetto; os diretores da BRK Ambiental, Marcos Koehler Asseburg e Marcia Greco; os diretores da Aquapolo, Fernando Gomes da Silva, Marcio da Silva José e Sheila Oliveira; a membra do World Bank Group, Stela Goldenstein; da Secretaria da Saúde, Luiz Sérgio Ozório Valentim e da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Patrick Johann Schindler e Maria Helena Forner.

Fonte: Saopaulo.sp.gov.br

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